— Minha hipótese é que aconteceu o seguinte: O Ocidente é extremamente negativo em relação ao nazismo em todas as suas formas, e quando até mesmo remotos indícios de nacionalismo, patriotismo ou mesmo neutralidade (como no caso da Suíça) aparecem no próprio Ocidente, quando alguém tenta defender as tradições locais, a religião ou uma família normal, uma onda de negatividade surge imediatamente das forças globalistas liberais no poder.
Mas, aparentemente, nos níveis mais altos, foi decidido abrir uma exceção para a Ucrânia e usar o nazismo ucraniano no confronto geopolítico com a Rússia, não percebê-lo, não criticá-lo e não demonizá-lo. O Ocidente ignorou seus próprios princípios em nome de seus interesses geopolíticos e deu luz verde ao nazismo ucraniano.
— Isto é o que significa geopolítica. Sempre insisti que a abordagem geopolítica, pelo menos entre as elites anglo-saxônicas, é muito mais importante que a ideologia, a cultura e as teorias clássicas das relações internacionais.
— A Rússia tem historicamente desempenhado o papel de Katechon. Após a queda da Bizâncio, desde o século XV, encarnamos o papel do retentor. O retentor é, de acordo com a interpretação dos Santos Padres, o Império Ortodoxo e, portanto, o Imperador Ortodoxo. É parte de nossa tradição. É o Imperador e o Império que não permitem que o Anticristo venha ao mundo.
A civilização ocidental moderna é uma civilização clássica do Anticristo. Há a destruição da família, de todas as instituições tradicionais, o colapso completo da moral, o abandono da religiosidade, o fim do homem.
— Os futurólogos ocidentais preveem muito em breve, na próxima década, a transferência da iniciativa para a inteligência artificial. A civilização do Anticristo no Ocidente teve longas fases, evoluindo ao longo de vários séculos. Agora atingiu um clímax evidente.